sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

E o brasileiro prestes a ser executado na Indonésia?

Condenado a pena de morte na Indonésia e prestes a ser executado neste domingo, 18/01, o brasileiro Marco Acher Cardoso Moreira, de 53 anos, foi preso quando tentava entrar no país com treze quilos de cocaína. Acher é brasileiro, mas também é traficante. Enfatizo assim porque em recente artigo, a colunista da Folha de São Paulo, Patrícia Campos, intitulou seu post: Na indonésia, brasileiro morre e terrorista vive.

Convenhamos, eu não sou a favor da pena de morte mas nem por isso tenho que me tornar desonesto ou manipulador. Não seria mais honesto ser fiel aos fatos, ou seja, "na Indonésia traficante morre e terrorista vive"? Isso não diminuiria em nada o caráter cruel do governo indonésio, mas também não esconderia a faceta daquele que optou pelo destino da própria vida, nem lhe roubaria a própria responsabilidade.

Obviamente que há uma desproporção de forças no caso. A comparação que a colunista da Folha faz é entre o crime de Acher - o transporte de míseros treze quilos de cocaína, quantidade insignificante da droga para o cenário internacional e que o coloca quase na condição de mula do tráfico - e o crime de um terrorista local, que em uma de suas ações vitimou mais de 200 pessoas. O primeiro, condenado a morte sem perdão; o segundo, teve a pena comutada para 20 anos de prisão.

Sim, o mundo precisa urgentemente de um novo ponto de vista para lidar com a questão das drogas. O rigor que o governo indonésio dá ao caso, em nada impedirá que novos traficantes continuem a transportar drogas para o país. Além do que, a visão conservadora com que algumas pessoas tratam do assunto, impedem o desenvolvimento de pesquisas realmente sérias em torno da questão, que propõem uma nova e talvez mais eficiente abordagem.

Mas o mundo não é só o governo da Indonésia, tão pouco os legisladores desde ou daquele país. O mundo é cada um de nós, inclusive, Marco Acher Cardoso Moreira.

Desde muito já dizem por aí: passarinho que come pedra...

Agora é esperar que o governo indonésio tenha clemência por Marco Acher. E que assim seja!

Se você quiser, pode assinar uma petição online, voltado para o governo da Indonésia, pedindo perdão ao brasileiro. Clique aqui.

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