domingo, 27 de julho de 2014

E agora, Aloysio?

Um dos estratagemas prediletos dos conservadores é apontar o dedo para o passado de Dilma e acusá-la de terrorista! Tudo porque, no passado, nossa atual presidente andou colocando o dedo no gatilho contra a ditadura, realizou alguns assaltos, sequestros, etc... coisas que, para quem não entende nada daquele particular contexto de nossa história, soa mesmo como ações de uma criminosa. Eu, particularmente, costumo dizer que gostava bem mais daquela Dilma do que da atual.

Mas tem gente que não entende mesmo. No passado Dilma foi uma terrorista e ponto final! Estes, em geral, são os eleitores do PSDB ou das correntes mais conservadoras de nossa política. O problema é que, agora que Aécio Neves escolheu Aloysio Nunes para representá-lo como vice nestas eleições, estão numa saia justa. Aí pergunto: e agora, José?

Poucos sabem, mas se pintam um demônio em Dilma porque pegou em armas contra a ditadura, que dizer de Aloysio, que esteve lado a lado com ela, na militância armada? Enquanto Dilma militava na VAR-Palmares, Aloysio Nunes, vice de Aécio, atuava na ALN, a mais bem organizada de todas as nossas guerrilhas, comandada por ninguém menos que Carlos Marighella, de quem foi quase um braço direito!

Há que se dizer ainda de nosso proeminente Senador que, em 1968, ele foi um dos protagonistas do assalto ao trem pagador Santos-Jundiaí, uma das mais espetaculares ações armadas contra a ditadura!

A militância de Aloysio é um fato que ele tenta esconder, sequer cita em sua biografia em sua página na internet. Mas sim, Aloysio esteve lado a lado com Dilma Roussef e outros companheiros para defender a democracia neste país, praticando atos que a ignorância geral condena hoje como "atos terroristas".

Cômico, não? Mas quer saber um pouquinho da história de seu candidato, leia este saboroso texto, de Renan Truffi, na Carta Capital.

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