domingo, 22 de abril de 2012

A Revolução dos Bichos

A Revolução dos Bichos é uma fábula nada ingênua. Grande livro e grande filme. Já li o livro há algum tempo, e ontem, assisti novamente ao filme. Historicamente, o livro de Orwell situa-se como uma sátira do stalinismo, mas pode ser transposto sem maiores problemas para os nossos dias, sem ficar descontextualizado. Basta lembrar a ascensão de Lula à presidência, assim como os escândalos de corrupção envolvendo atualmente o governador de Brasília, Agnelo Queiroz, e tantos outros, que traem nossas esperanças.

A Revolução dos Bichos conta de forma muito bem arquitetada, e o filme é bastante fiel ao livro, a revolta dos animais de uma fazenda, que cansados da exploração humana, liderados pelos porcos, expulsam os homens e instituem os princípios do Animalismo. Todos trabalham em prol da revolução, que brevemente, veem falida, dominada pelos porcos, que não tardam a confundir-se com os humanos.

Cada personagem da fábula de George Orwell foi brilhantemente pensamento, de forma a refletir no microcosmo da Fazenda Animal, os esteriótipos do macrocosmo social. Há a cadelinha Jessie, que percebe desde muito cedo os verdadeiros propósitos dos porcos; o cavalo, Boxer, que é o esteio de força e mão-de-obra da revolução, mas incapaz de pensar por si mesmo; e também as ovelhas, que nunca questionam, apenas obedecem.

Portanto, amigos... se tem interesse em ler e assistir algo com senso muito acurado de crítica sobre política e homens, fica a dica para todos: A Revolução dos Bichos, de George Orwell.

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