sexta-feira, 1 de maio de 2015

Política com razão

A política que convém é feita com voz mansa e pensamento ponderado. Não gosto dos discursos inflamados que arrebatam as multidões, aguçam os ouvidos e cegam o coração.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

E o brasileiro prestes a ser executado na Indonésia?

Condenado a pena de morte na Indonésia e prestes a ser executado neste domingo, 18/01, o brasileiro Marco Acher Cardoso Moreira, de 53 anos, foi preso quando tentava entrar no país com treze quilos de cocaína. Acher é brasileiro, mas também é traficante. Enfatizo assim porque em recente artigo, a colunista da Folha de São Paulo, Patrícia Campos, intitulou seu post: Na indonésia, brasileiro morre e terrorista vive.

Convenhamos, eu não sou a favor da pena de morte mas nem por isso tenho que me tornar desonesto ou manipulador. Não seria mais honesto ser fiel aos fatos, ou seja, "na Indonésia traficante morre e terrorista vive"? Isso não diminuiria em nada o caráter cruel do governo indonésio, mas também não esconderia a faceta daquele que optou pelo destino da própria vida, nem lhe roubaria a própria responsabilidade.

Obviamente que há uma desproporção de forças no caso. A comparação que a colunista da Folha faz é entre o crime de Acher - o transporte de míseros treze quilos de cocaína, quantidade insignificante da droga para o cenário internacional e que o coloca quase na condição de mula do tráfico - e o crime de um terrorista local, que em uma de suas ações vitimou mais de 200 pessoas. O primeiro, condenado a morte sem perdão; o segundo, teve a pena comutada para 20 anos de prisão.

Sim, o mundo precisa urgentemente de um novo ponto de vista para lidar com a questão das drogas. O rigor que o governo indonésio dá ao caso, em nada impedirá que novos traficantes continuem a transportar drogas para o país. Além do que, a visão conservadora com que algumas pessoas tratam do assunto, impedem o desenvolvimento de pesquisas realmente sérias em torno da questão, que propõem uma nova e talvez mais eficiente abordagem.

Mas o mundo não é só o governo da Indonésia, tão pouco os legisladores desde ou daquele país. O mundo é cada um de nós, inclusive, Marco Acher Cardoso Moreira.

Desde muito já dizem por aí: passarinho que come pedra...

Agora é esperar que o governo indonésio tenha clemência por Marco Acher. E que assim seja!

Se você quiser, pode assinar uma petição online, voltado para o governo da Indonésia, pedindo perdão ao brasileiro. Clique aqui.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Livros que pretendo ler em 2015


Muitos livros passam por nós sem que tenhamos a oportunidade de lê-los naquele exato momento. Depois caem no esquecimento ou ficam latentes na memória, mas sem nunca terem o seu momento de degustação. Aproveitando o início de ano, vou fazer minha listinha de leitura não só como meta para 2015, mas também como meio de me organizar para as próximas visitas à livraria. Vale também como lista de presentes para aqueles que desejam me ver feliz em 2015. 

A literatura como missão, de Nicolau Sevcenko. Um livro que uma professora da faculdade me falou muito bem, mas que nunca tive a oportunidade de lê-lo. Desejo fazer este ano.

Historiografia Brasileira em Perspectiva, organização de Marcos Cezar de Freitas, essencial para meu trabalho.

Os Sertões, de Euclides da Cunha. Há anos juntando forças e coragem para ler este livro.

Getúlio, volumes I e II, de Lira Neto. Eu comecei esta leitura de ponta cabeça e li o volume III.

De Getúlio a Castelo, de Thomas Skidmore. Quero muito ler este livro. Período da história que acho fantástico.

A formação do Brasil Contemporâneo, de Caio Prado Jr. Me sinto envergonhado por ainda não ter lido esta obra.

Coleção A Ditadura, de Elio Gaspari. Quero ler os quatro volumes.

Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freire. Sem comentários.

Da Monarquia a República, de Emilia Viotti da Costa. Livro que me fascinou pela profundidade com que aborda o tema. Usei alguns capítulos quando elaborei meu TCC.

A História em Migalhas, de François Dosse.

São dez livrinhos e dez grandes emoções!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Um passo a frente, dois atrás: Senado aprova novo Código do Processo Civil com uma aberração.

O Senado Federal aprovou ontem o texto do novo Código do Processo Civil, que é, por assim dizer, a lei que regula o funcionamento do judiciário no país no âmbito civil. Por meio deste Código, juízes de todas as esferas definem como tratar e dar andamento a seus processos. Há inegáveis avanços. Por exemplo: o novo Código acaba com algumas modalidade de recursos cuja única finalidade sempre foi estender processos anos a fio sem decisão definitiva. Além disso, ficou definido multa para a parte que entrar com recurso apenas com a clara intensão de protelar a decisão. Com isso, não será mais possível contemporizar na a justiça...

Tudo isso é louvável, mas em meio a tão boas inovações, há um retrocesso ético: o pagamento de honorários para advogados públicos quando estes ganharem causas em nome do poder público. Na prática, é assim: o advogado público recebe um salário para defender o Estado e quando fizer isso de forma bem sucedida, ganha ainda os valores da causa. Exatamente como acontece quando estes tratam de questões particulares.

Esta, agora, pode até se tornar uma prática legal, mas fica a dúvida: é moral? Num país onde setores vitais arrastam-se em precariedade, é certo que servidores já bem remunerados ganhem dois "salários"? E se os valores das causas fossem revertidos para a saúde? Educação? Segurança?

É por estas benesses que todos gostam de receber que nossos deputados e senadores acham-se no direito de aumentar seus salários para cifras exorbitantes quando bem entendem. A corrupção é uma via de mão dupla. Mama daí que eu mamo daqui!

São resquício de uma formação cultural onde impera a vontade voraz de dilapidar o bem público em proveito próprio. #ficameuprotesto #abaixooretrocesso

Saiba mais sobre a aprovação do novo texto do Código do Processo Civil

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

#ForaBolsonaro


Jair Bolsonaro já quis bater em colega, foi a uma passeata armado - em flagrante desrespeito à Constituição - e agora ameaçou uma deputada de estupro. Estamos esperando ele consumar todos os crimes que ele tem em mente? #forabolsonaro

Assine a petição online pedindo a cassação do deputado, CLIQUE AQUI!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Não passaram, não passam, não passarão!

Não sou ingênuo suficiente para não saber que o embate eleitoral opunha apenas modelos idealizados de projetos políticos, pouco próximos da realidade, portanto, distantes daquilo que acredito ser a verdadeira política. Mas nessa disputa o clamor social encarnava claramente dois lados: aquele dominado pelo ódio e pelo desespero e aquele dado à integração e à solidariedade. Foi por isso que tomei um lado.

Foi bom ver a velha imprensa estrebuchar sem conseguir vencer mais uma vez. Está sendo bom ver azelite e as nem tão zelite assim destilando ódio e se expondo de forma tão aberta ao ridículo. É bom ver, e melhor ainda saber, que os xenófobos e os odientos sociais, ocupam agora apenas o lugar que lhes cabe: a poltrona atrás de uma tela de computador fazendo seu louvado protesto.

Não passaram, não passam, não passarão!

domingo, 27 de julho de 2014

E agora, Aloysio?

Um dos estratagemas prediletos dos conservadores é apontar o dedo para o passado de Dilma e acusá-la de terrorista! Tudo porque, no passado, nossa atual presidente andou colocando o dedo no gatilho contra a ditadura, realizou alguns assaltos, sequestros, etc... coisas que, para quem não entende nada daquele particular contexto de nossa história, soa mesmo como ações de uma criminosa. Eu, particularmente, costumo dizer que gostava bem mais daquela Dilma do que da atual.

Mas tem gente que não entende mesmo. No passado Dilma foi uma terrorista e ponto final! Estes, em geral, são os eleitores do PSDB ou das correntes mais conservadoras de nossa política. O problema é que, agora que Aécio Neves escolheu Aloysio Nunes para representá-lo como vice nestas eleições, estão numa saia justa. Aí pergunto: e agora, José?

Poucos sabem, mas se pintam um demônio em Dilma porque pegou em armas contra a ditadura, que dizer de Aloysio, que esteve lado a lado com ela, na militância armada? Enquanto Dilma militava na VAR-Palmares, Aloysio Nunes, vice de Aécio, atuava na ALN, a mais bem organizada de todas as nossas guerrilhas, comandada por ninguém menos que Carlos Marighella, de quem foi quase um braço direito!

Há que se dizer ainda de nosso proeminente Senador que, em 1968, ele foi um dos protagonistas do assalto ao trem pagador Santos-Jundiaí, uma das mais espetaculares ações armadas contra a ditadura!

A militância de Aloysio é um fato que ele tenta esconder, sequer cita em sua biografia em sua página na internet. Mas sim, Aloysio esteve lado a lado com Dilma Roussef e outros companheiros para defender a democracia neste país, praticando atos que a ignorância geral condena hoje como "atos terroristas".

Cômico, não? Mas quer saber um pouquinho da história de seu candidato, leia este saboroso texto, de Renan Truffi, na Carta Capital.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Tolices do Facebok: ter um filho, plantar uma árvore, blá blá blá...


Muito bem, há um fundo de verdade... mas se não tivermos um filho, nem plantarmos uma árvore, nem escrevermos um livro, não teremos a quem criar, nem a quem regar, muito menos a quem dizer alguma coisa.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Mente serena, coração tranquilo!

Mente serena, coração tranquilo! Não se entregue, mas também não lute desesperadamente contra as circunstâncias. Aprenda a aceitar!


domingo, 12 de janeiro de 2014

Quem disse que o Brasil não tem seu apartheid?!


O fenômeno dos rolezinhos está expondo a face mais sórdida da sociedade brasileira.

Consciente ou inconsciente, estes jovens estão dizendo: nós existimos! E, então, agora, estamos diante de um problema: temos conhecimento e não podemos mais negar a existência de milhares de segregados em nossa sociedade, excluídos de direitos e destituídos do papel de cidadão, que habitam nossas favelas e periferias.

O problema que há tanto tempo buscamos esconder, ocultar e fazer vista grossa, bate agora a nossa porta, invadindo as ilhotas de consumo destinadas ao deleite da burguesia.

Frente aos fatos, podemos argumentar de todas as maneiras contra os rolezinhos, inclusive, contar com os préstimos da Polícia Militar para espancar estes jovens, mas não podemos mais voltar à comodidade de nossa hipocrisia, fingido desconhecer o problema.

Leia o relato da segregação:
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